Melatonina e Sono

A melatonina é um hormônio produzido pelo nosso organismo, mais especificamente pela glândula pineal, a partir do triptofano -> serotonina.

A sua secreção ocorre exclusivamente a noite, iniciando-se em torno de 2 horas antes do horário habitual de dormir, atingindo níveis máximos em torno das 3-4 horas, dependendo do ritmo circadiano de cada indivíduo.

Após secretada, ela é distribuída por vários tecidos corporais, não é estocada.

Conforme o individuo envelhece, os níveis séricos da melatonina vão naturalmente reduzindo.

A LUZ é o fator ambiental mais importante para a regulação da produção da melatonina e responsável pelo ciclo circadiano de sua produção. Tal ritmo é gerado no núcleo supraquiasmático no hipotálamo.

A luz inibe a ação pineal da seguinte forma: impulsos luminosos ativam neurônios da retina que se conectam ao núcleo supraquiasmático, através de conexões com outras áreas do hipotálamo, tal estímulo regula ciclo sono-vigilia, alimentação, síntese de corticoesteróides e atividade locomotora.

Desta forma, na presença de luz -> núcleo supraquiasmático está ativo -> pineal desativada.

Quando está escuro -> núcleo supraquiasmático fica desativado ->  pineal ativa.

Quando há exposição a luz na fase escura, a produção de melatonina é inibida de forma aguda, mas a escuridão por si só não induz a liberação da melatonina.

Mesmo intensidades moderadas de luz (como a iluminação do interior da residência) já afeta a produção da melatonina (dependendo do tempo de exposição e intensidade pode inibir totalmente ou atrasar a liberação - processo denominado de "atraso de fase").

Quais são as ações da Melatonina?

Além das ações de controle do ciclo do sono, ela tem funções regulatórias sobre a imunidade, processo antiinflamatório, antitumoral, antioxidante, e na regulação dos ciclos biológicos.

O funcionamento pineal-melatonina é principal controlador da relação que a luminosidade/escuro causam no organismo, são eles que traduzem ao organismo o dia e a noite, comandando a organização de funções dependentes da duração do dia (apetite, temperatura corporal, etc.) e controlando função secretória de vários hormônios, como o cortisol por exemplo.

A administração de melatonina como um suplemento ainda é estudada, auxiliando principalmente em casos em que há alterações no ritmo circadiano (por exemplo na síndrome do atraso das fases do sono).

Os estudos até o momento demonstram que a melatonina reduz o tempo para inicio de sono, não modifica a continuidade do sono e não altera a percentagem das fases do sono.

Alterações mentais pós COVID

Alterações cognitivas tem sido frequentemente observadas durante a infecção pelo CORONAVIRUS e que tem persistido por longos periodos após contaminação.
Até então considerava-se muito mais o aspecto emocional e psicológico de tais sintomas, mas as pesquisas tem encontrado alterações biológicas que podem explicar tais comprometimentos.

Alterações no líquido cefalorraquiadiano (liquor), e fatores de risco como diabetes e hipertensão foram identificados em indivíduos com COVID-19 leve que apresentaram "confusão mental".
Marcadores que indicam inflamação sistêmica e cerebral também foram observados em certos casos.

Outros fatores identificados, é que na maioria dos casos os individuos já apresentavam algum tipo de risco cognitivo preexistente como:
- Comprometimento cognitivo leve;
- Demência vascular;
- Traumatismo cranioencefálico;
- Dificuldade de aprendizagem;
- Ansiedade;
- Depressão;
- TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade);
- Uso de estimulantes, etc.
Situações que podem deixar o cérebro mais vulnerável a problemas de funcionamento executivo.

Até o momento tais apurações seguem em estudo, sem ainda uma definição precisa das causas e fatores exatos.

Mas como tais queixas e comprometimentos tem sido frequentemente relatados e percebidos, abordagens e terapias para recuperação da funcionalidade tem sido aprimoradas.

Qual seu nível de Ansiedade?

Algumas frases que escuto com frequência no consultório são:

"Sempre fui ansiosa"

"Ansiedade todo mundo tem"

"Não consigo lidar bem com minha ansiedade"

"Não quero mais ter ansiedade"

E a pergunta que eu trago é: A ansiedade pode ser normal? ou ela é sempre um problema?

Primeiro precisamos definir duas coisas diferentes, a ansiedade como uma emoção/reação, e os transtorno de ansiedade.

A ansiedade faz sim parte da complexidade que é ser humano, e ela tem sido muito importante para a evolução da humanidade, pois ajuda a sinalizar quando há algum perigo e nos faz antecipar situações que podem vir a ser perigo, para que possamos nos preparar para alguma situação e tomar a melhor atitude e evitando surpresas.

Considera-se a ansiedade em nível normal quando ela ocorre em reposta a situações específicas, como uma forma reativa a tal situação, em uma intensidade que não causa sofrimento ou prejuízos em nossas tomadas de decisão diária e enfrentamento de situações.

Algumas pessoas tem traços de personalidade mais ansiosos, onde esse "estado de alerta" que a ansiedade causa no organismo manifesta-se mais cotidianamente. São consideradas pessoas mais preocupadas, que evitam mais situações e veem sempre perigo nas situações, mas que muitas vezes convivem bem com isso, não sentem necessidade de mudar a forma como encaram o mundo, APESAR de que há sim opções para reduzir esse nível de ansiedade que podem beneficiar esses indivíduos quando há este interesse.

Outra situação que merece muita atenção, é o caso de pessoas que não apresentavam sintomas ou incômodo com as reações ansiosas normais, mas começam a ter. Podemos estar frente a um transtorno ansioso.

Existem vários quadro possíveis dentro dos Transtornos de Ansiedade, alguns podem ter inicio de forma mais abrupta após algum fator desencadeante, ou podem ir se instalando de forma lenta e progressiva, quando as reações ansiosas vão ficando mais frequentes, mais intensas, causando sofrimento e prejuízos diários.

Então quando é a hora de buscar uma avalição com um profissional?

Se você está se fazendo essa pergunta, provavelmente essa é a hora!

Uma avaliação com um profissional da saúde mental vai muito além de prescrever medicação, ele vai procurar entender o que está acontecendo no âmbito bioquímico cerebral, psicológico e funcional na sua vida, e muitas vezes só a compreensão desse processo já é suficiente para elaborar estratégias de controle/prevenção de transtornos de ansiedade, como mudanças de estilo de vida, prática de atividade física, hábitos alimentares, identificação de causas secundárias que podem estar ocasionando tais sintomas e que podem ser facilmente revertidas.

Quanto antes tais fatores são identificados e alterados, menor a chance do desenvolvimento de transtornos ansiosos graves e persistentes.

Quanto maior o tempo de demora para compreensão e tratamento de um quadro, mais tempo leva para reverter e recuperar a qualidade de vida e funcionalidade.

O entendimento da PREVENÇÃO em saúde mental pode evitar muitas situações que venham a gerar transtornos graves, crônicos e com baixa da qualidade de vida.

 

TOD – Transtorno Opositor Desafiador

O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) tem como característica um padrão de comportamento desafiante, desobediente e opositor frente a adultos. É definido com ausência de atos mais graves ou agressivos, ou comportamento antissocial associado a quadro como transtorno de conduta.

Tem um prevalência entre 2-10% da população, bem mais frequente no sexo masculino.

Sintomas costumam ser apresentar-se entre 5-10 anos de idade, após tendem a reduzir.

Alto nível de comorbidade com transtorno de conduta (TC), mas a maioria das crianças com TOD não desenvolvem TC.

Diversas comorbidades estão associadas (ansiedade, depressão, TC, dependência química., etc.).Crianças com Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) podem desenvolver TOD.

Não há uma causa única para o desenvolvimento de TOD. Diversos fatores de riscos e marcadores genéticos estão envolvidos.

Grande contribuição genética, herdabilidade de aproximadamente 50%.

Genótipos que levam à níveis baixos de atividade de MAOA associados à fatores ambientais de maus-tratos, estão mais associados ao comportamento antissocial e TC.

Idade de início dos sintomas é um preditor de evolução. Piores evoluções ocorrem quando sintomas iniciam na infância e persistem na adolescência.

Fatores temperamentais no início da infância (irritabilidade, impulsividade e intensidade de reação frente a estímulos negativos) contribuem para o desenvolvimento de TOD.

Crianças que apresentam comportamento opositor tendem a ter maior dificuldade para se relacionar com colegas, acabam interagindo com crianças com comportamentos similares.

Traços “insensível e sem emoção” – Predizem problemas mais sérios de conduta, relacionado com psicopatia.

Fatores de risco ambientais: Vizinhança (bairros mais violentos e pobres), ambiente familiar, influência do modelo familiar (pais que apresentam aplicações de regras inconsistentes, dão comandos não muito claros, pais que respondem de maneira indevidamente dura frente a comportamento levemente disruptivo)

Critérios Diagnósticos DSM-5.

  1. Padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou índole vingativa com duração de pelo menos 6 meses, como evidenciado por pelo menos 4 sintomas de qualquer das categorias seguintes e exibido na interação com pelo menos 1 indivíduo que não seja um irmão.

HUMOR RAIVOSO/IRRITÁVEL

  1. Com frequência perde a calma.
  2. Com frequência é sensível ou facilmente incomodado.
  3. Com frequência é raivoso e ressentido.

COMPORTAMENTO QUESTIONADOR/DESAFIANTE

  1. Frequentemente questiona figuras de autoridade ou, no caso de crianças e adolescentes, adultos.
  2. Desafia acintosamente ou se recusa a obedecer a regras ou pedidos de figuras

de autoridade.

  1. Incomoda deliberadamente outras pessoas.
  2. Culpa os outros por seus erros ou mau comportamento.

ÍNDOLE VINGATIVA

  1. Foi malvado ou vingativo pelo menos 2x nos últimos 6 meses.

(< 5 anos: na maioria dos dias por pelo menos 6 meses)

(> 5 anos: pelo menos 1x/semana por pelo menos 6 meses)

  1. Há sofrimento para o indivíduo ou para os outros em seu contexto social imediato (família, colegas, trabalho...) ou causa impactos negativos nos mais diversos ambientes (social, educacional, profissional...).
  2. Descartadas outras causas (TH, psicose, uso de subst., etc.)

Especificação de gravidade

Leve: Sintomas limitados a apenas 1 ambiente.

Moderado: Presentes em pelo menos 2 ambientes.

Grave: Presentes em 3 ou mais ambientes.

 

-> Diagnóstico Diferencial

- Fobia específica

- Transtorno de ansiedade

- TOC

Tratamento:

- Tratar comorbidades

- Mudanças ambientais

- Treinamento gerencial dos pais

- Terapia individual – controle da raiva

- Intervenções escolares

- Medicações apresentam baixa evidência para o tratamento do quadro de TOD, podem ser úteis no gerenciamento de sintomas específicos, conforme for avaliado em cada caso.

Vitamina B12 (atualizado)

A Vitamina B12, também conhecida como Cobalamina, é uma vitamina não produzida pelo nosso organismo, é adquirida através da ingesta de alimentos de origem animal (leite, carne e ovos principalmente).

Qual a função da vitamina B12 no organismo?

Ela é essencial em diversas reações bioquimicas no corpo, está envolvida direta e indiretamente no metabolismo da homocisteína (aminoácido presente no sangue que está relacionada com surgimento de doenças cardiovasculares).

Quais são as alterações causadas pela deficiência de B12?

Os principais sistemas afetados pela deficiência da vitamina B12 são hematológico (anemia megaloblástica, redução de plaquetas), neurológico (danos progressivos no sistema nervoso central e periférico - ocasionando polineurites, déficits de memória, prejuízo cognitivo, demências e transtorno depressivo) e cardiovascular, principalmente por interferir no metabolismo da homocisteína (aumentando seus níveis - fator de risco para desenvolvimento de aterosclerose, aumentando chance de AVC e IAM por exemplo) e nas reações de metilação do organismo.

Muitas vezes a deficiência pode passar longo períodos assintomática, desencadeando uma deficiência crônica, podendo levar a manifestações neurológicas irreversíveis.

A tríade clássica fraqueza, glossite (inflamação da lingua) e parestesia (formigamentos).

Durante a gestação, a deficiência de vitamina B12 está associada a malformação fetal (defeito no tubo neural).

Grupos de risco à falta de vitamina B12

  • Vegetarianos, veganos e pessoas que consomem pouca quantidade de proteína animal;
  • indivíduos com 60 anos ou mais;
  • pessoas que realizaram gastrectomia/cirurgia bariátrica;
  • quem usa regularmente medicamentos que reduzem a acidez produzida pelo estômago (omeprazol por exemplo);
  • pessoas que usam de alguns medicamentos para diabetes, como a metformina;
  • portadores de doença de Crohn, colite ulcerativa, doença celíaca ou síndrome do intestino irritável;
  • mulheres com história de infertilidade e aborto.

Quais os valores normais no sangue?

Quando o exame é realizado, é possível observar nos valores de referência que o nível de vitamina B12 é considerado "normal" em uma faixa ampla, em média entre 200 - 890 pg/ml, no entanto, é bem estabelecido em estudos científicos que níveis de B12 entre 200 pg/ml e 350 pg/mL –  têm claros sintomas de deficiência de B12.

Alguns especialistas sugerem o tratamento de todos os pacientes que sejam sintomáticos e apresentem níveis de vitamina B12 inferiores a 450 pg/ml.

Como é feita a reposição da vitamina?

Existem vários esquemas terapêuticos conforme a individualidade do paciente.

O primeiro passo é identificar o mecanismo que causa a deficiência. A forma adequada de suplementação, a dose e a duração do tratamento serão escolhidas conforme as orientações profissionais.

A via de administração intramuscular é especialmente indicada em pacientes com dificuldade de absorção gastrointestinal, como nas seguintes situações: anemia perniciosa, história de cirurgia bariátrica, gastrectomia prévia, doença de Crohn, doença celíaca.

Em idosos, a gastrite atrófica e hipocloridria (por uso prolongado de omeprazol) reduz a acidez gástrica e também dificulta a absorção. Por sua rápida absorção e melhor adesão, também é preferida em pacientes com anemia sintomática, sintomas neurológicos ou neuropsiquiátricos, em crianças e em gestantes.

A via oral mostra-se igualmente efetiva na correção da anemia e de sintomas neurológicos em pacientes com boa adesão, apesar de ter custo maior. Pode ser usada naqueles pacientes assintomáticos com deficiência leve a moderada.

 

 

Conheça mais sobre a FLUOXETINA

A Fluoxetina pertence a classe dos Antidepressivos, mais especificamente dos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina(ISRS).

Nomes comerciais

Prozac (referência), Daforin, Fluxene, Verotina.

Como a substância atua

A Fluoxetina estimula o neurotransmissor serotonina*. Bloqueia a recaptação da serotonina, aumentando o nível disponível dessa substância, resultando em potencialização da neurotransmissão serotonérgica.

Ela também tem propriedades que podem aumentar a neurotransmissão de noradrenalina e dopamina.

Sua metabolização é realizada pelo fígado. Apresenta meia-vida de 4-6 dias, e seu metabólito ativo, a norfluoxetina, de 4 a 16 dias (é o único ISRS com metabólito ativo). É excretada pelo rim.

Para que serve a Fluoxetina?

Foi o primeiro ISRS aprovado nos Estados Unidos, inicialmente seu uso era exclusivamente para tratar o Transtorno Depressivo Maior. Apesar de ser da classe dos antidepressivos, também é indicada para tratamento do TOC, transtorno de pânico, transtorno de ansiedade, bulimia, fobia social, transtorno disfórico pré-menstrual, entre outros.

Tempo para início de ação

Os efeitos terapêuticos da fluoxetina não costumam ser imediatos, levem em média 2-4 semanas para iniciar.

Alguns pacientes podem experimentar aumento da energia ou ativação logo nos primeiros dias do uso da medicação (dando uma sensação de aumento da ansiedade em alguns casos) - tais sintomas são passageiros, tendem a desaparecer nos próximos dias.

Qual a dose da medicação?

Conforme necessidade e avaliado pelo médico, a dosagem terapêutica encontra-se entre 20 a 80mg por dia.

Qual o tempo de tratamento?

A indicação de tempo de uso da medicação é individual para cada pessoa e conforme cada patologia.

Geralmente o tratamento segue vários estágios:

1º estágio - o objetivo é a remissão completa dos sintomas: pode variar de 1 a vários meses, tudo vai depender do grau dos sintomas e da adaptação ao remédio.

2º estágio - continuação: após o controle dos sintomas, o uso da medicação na mesma dose deve ser mantida por pelo menos 1 ano (quando for o primeiro episódio que a pessoa apresentou).  É NESSE ESTÁGIO QUE QUE ESTÁ O MAIOR ERRO QUE AS PESSOAS COMETEM. Como a pessoa já está sentindo-se bem, a tendência é achar que não precisa mais da medicação, e suspender o uso por conta. Ao fazer isso, a pessoa interrompe o tratamento quando ainda não há estabilidade do funcionamento da serotonina. É muito comum que os sintomas retornem nos próximos meses, por vezes mais intensos, necessitando de tratamento mais prolongado.

3º estágio - prevenção: pessoas que já tiveram vários episódios ao longo da vida, ou casos que tem caráter mais crônico, devem manter o uso do medicamento por período mais prolongado (pelo menos 2 anos), ou por tempo indeterminado.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais da fluoxetina são causados devido ao aumento nas concentrações de serotonina em partes do cérebro e do corpo diferentes das que causam ação terapêutica (ex. ações indesejadas da serotonina no intestino causando diarréia, ação nos centros cerebrais do sono causando insônia, etc).

Os aumentos na serotonina podem causar diminuição da liberação de dopamina e contribuir para uma sensação de indiferença emocional, apatia, lentificação cognitiva em alguns pacientes.

A maioria dos efeitos colaterais apresentam-se logo no inicio do tratamento, mas frequentemente desaparecem com o tempo, em contraste coma maior parte dos efeitos terapêuticos, que levam mais tempo para iniciar e vão intensificando com o tempo.

Efeito colaterais mais notáveis:

  • Alterações sexuais e de libido (ejaculação retardada, disfunção erétil, anorgasmia);
  • Gastrointestinais (náusea, redução do apetite, boca seca, constipação, diarréia);
  • Insônia/sedação;
  • Agitação, tremores;
  • Cefaléia, tontura;
  • Sudorese;
  • Hematomas e raros sangramentos;
  • SIADH (síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético).

Medicamentos que devem ser evitados em conjunto com a Fluoxetina

Tramadol (tramal) aumenta o risco de convulsões quando associado a fluoxetina.

Interação medicamentosa com varfarina, anti-inflamatórios (ibuprofeno, nimesulida, etc), triptanos, betabloqueadores, tioridazina, sinvastatina, pimozida, entre outros.

(Sempre consulte seu médico antes de tomar alguma medicação por conta).

Gestantes e lactantes

A Fluoxetina é categorizada como risco C1 pela FDA, apresenta baixo risco obstétrico, conforme avaliação criteriosa do risco/benefício ela pode ser indicada para tratar a depressão durante a gravidez. Sempre que possível evitando o uso no primeiro trimestre de gestação.

A concentração deste psicofármaco no leite, em geral, é baixa, porém, por haver poucos estudos sobre efeitos no lactante e no desenvolvimento da criança, recomenda-se cautela.

* A Serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro, tem como funções regular o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, funções cognitivas.

Atenção: nunca faça uso de medicações controladas sem avaliação individual e prescrição médica prévia.

Telepsiquiatria

Você já ouviu falar ou sabe como funciona a modalidade de TELEPSIQUIATRIA?

Recentemente regulamentada pelo CFM, através da resolução nº 2.227/18 com o fim de dar maior acessibilidade aos cuidados com a saúde, principalmente quando há maior dificuldade de acesso ao local de atendimento.

Essa forma de atendimento que ganhou força com o período que estamos passando, quando o distanciamento social e restrições de mobilidade tem sido preconizadas, a telepsiquiatria (ou atendimento psiquiátrico de forma online) tem se tornado cada vez mais uma opção que veio para ficar.

Desde o contato inicial para agendamento, assim como o seguimento dos processos, pode ser feito de forma online, sem necessidade de sair de casa ou de contato físico com outras pessoas.

A grande maioria dos quadros psiquiátricos podem ser realizadas dessa maneira (depressão, ansiedade, pânico, insônia, esgotamento, TOC, etc.), mas é feito um pequeno questionamento antes da confirmação da consulta online para fazer essa avaliação. Alguns casos ainda são necessários atendimento presencial.

Uma vez que o indivíduo tenha o perfil para esse tipo de atendimento, através de mensagens ou ligação, os detalhes são combinados.

As possibilidades para acesso aos indivíduos portadores de necessidades especiais são levadas em conta, objetivando a inclusão e a melhor experiência de atendimento possível.

Várias plataformas para a realização da videochamada são disponibilizadas (skype, google meet, zoom entre outros),  adequando a preferência individual, mantendo sempre os preceitos éticos, sigilo profissional e confidencialidade.

O modelo do atendimento de telepsiquiatria segue o mesmo processo da consulta presencial, onde é realizada uma avaliação completa da pessoa, sem perder a humanização.

No caso da necessidade de receitas controladas, atestados, laudos, solicitações de exames e encaminhamentos, estas são emitidas com certificado digital, via SMS/whatsapp, apresentam a mesma validade do carimbo e assinatura manual, também podem ser retirada na recepção da clínica ou enviadas através do correio.

Alguns dos pontos positivos de optar pelo atendimento online remoto - TELEPSIQUIATRIA:

  • Possibilidade de atendimento com profissionais de outras regiões do Brasil sem a necessidade de deslocamento;
  • Ter acesso ao atendimento de qualidade sem precisar sair de casa, reduzindo riscos de exposição ao coronavírus;
  • Economia de tempo e deslocamento;
  • Acesso e contato mais fácil com seu profissional de confiança;
  • Opções de atendimento além do horário comercial;
  • Melhor adesão as consultas para pessoas com dificuldade de contato interpessoal ou ansiedade social;
  • Mais facilidade no acesso a documentos;

Para maiores informações sobre o funcionamento dessa modalidade de atendimento entre em contato.

Clinomania

A vontade de aproveitar o conforto da cama alguns minutinhos a mais é um comportamento comum, mas, que vira problema quando se torna uma obsessão.

Por isso, ficar sem vontade de sair da cama e querendo não sair da posição horizontal são as principais características da clinomania, um distúrbio caracterizado pelo desejo excessivo de não sair da cama e de ficar deitado.

Esse tipo de comportamento pode aparecer em vários transtornos do sono, mas também em pacientes que tenham depressão. Sendo uma obsessão por dormir, relacionada ao desânimo e à falta de energia.

Dificilmente alguém apresenta uma vontade excessiva de ficar na cama sem algum motivo maior. Sempre há uma causa e é importante encontrá-la.
Ela não se compara ao quadro em si de uma depressão ou a síndrome da fadiga crônica, mas, pode sim, causar alguns danos. Por isso, tenha em mente que nosso corpo não foi construído para ficar o dia todo deitado.

E você, conhecia a clinomania? Saiba que ela é mais comum do que você pensa. Lembre-se, sentir sono é importante e normal, mas os excessos precisam ser analisados.

Uso de maconha e risco de suicídio

Jovens que consomem maconha - de forma esporádica, frequente ou apresentando dependência da substância - apresentam um aumento significativo de pensamentos e atos suicidas, conforme dados do NSDUH .

Os riscos são maiores para mulheres do que para homens, e permaneceu independentemente de o indivíduo ter depressão.

Não é possível estabelecer a relação de que a maconha aumenta o risco de suicídio, mas ambos fatores influenciam um ao outro, ou seja, indivíduos com ideação suicida são mais vulneráveis a buscar na maconha uma "automedicação" para o estresse, assim como o uso da maconha pode ser um gatilho para pensamentos negativos e ideação suicida em algumas pessoas.

Depressão e distúrbios secundários ao uso de maconha são condições tratáveis. Através de um melhor entendimento das diferentes associações de fatores de risco para eventos relacionados ao suicídio, esperamos novas alternativas para prevenção e intervenção em indivíduos que apresentam alto risco para eventos suicidas.